Quem sou eu

Sou psicóloga e mãe de primeira viagem da Catarina. Resolvi escrever esse blog para compartilhar pensamentos e "conhecimentos" dessa experiência desafiadora e maravilhosa.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Amamentação: necessidade, fome e troca afetiva

É importante lembrar que quando se diz que a mamada é livre, também é preciso educar as mãe para conhecerem seus bebês! Nem sempre que o bebê chora ou te solicita o peito, ele está com fome. O bebê pode estar com fraldas sujas, ou até mesmo o mais motivo mais comum: o bebê simplesmente quer colo, carinho e aconchego. É muito importante conhecer seus bebês, pois eles já nascem com as características de suas personalidades, por isso crianças mais ansiosas tendem a ser sugadoras. Isso pois a amamentação para o bebê não significa apenas nutrição, mas também fonte de prazer e acalento, por isso esses bebês usam a sucção para se acalmar. Sendo assim, muitas vezes requisitam o peito sem estar com fome, e assim podem criar hábitos alimentares compulsivos, ou mesmo apenas brincar com peito. Seja qual for a forma como o bebê vai usar o peito quando não está fome, será desgastante para a relação mãe e filho, pois a mãe constantemente solicitada acaba ficando cansada e estressada. Sem estar bem disposta a troca afetiva entre a mãe e o bebê será afetada pelo seu estresse, deixando o bebê ainda mais agitado.
Para esses bebês que precisam muito da sucção há outras formas de manejar sua ansiedade, um bico pode ser providenciado, pode-se fazer massagens e encher o ambiente com musicas agradáveis. Envolver o bebê com estímulos diversos também pode ajudar a distraí-lo, sem esquecer de sempre oferecer o colo e aconchego quando o bebê o solicita, e até mesmo quando não solicita! Não podemos associar o peito à única forma de carinho que o bebê recebe, é importante que o neném se sinta amado para que se sinta mais seguro, e assim desenvolva melhor sua personalidade sem a dependência da alimentação para acalento.

Identificada a ansiedade, agora é preciso que se identifique a FOME! Ouço muitas mães falando que o pediatra orientou a alimentar o bebê de três em três horas, o que percebemos ser um padrão na orientação geral dos nutricionistas para a alimentação de da população em geral. Acontece que todas as pessoas que tem amor à ciência séria (e não aos artigos e pesquisas manipulados e sensacionalistas), sabem que isso não é uma verdade absoluta! Essa orientação de fazer as pessoas comerem de três em três horas está mais que provada que é antinatural e desnecessária na maioria dos casos (vide o blog: www.lowcarb-paleo.com.br). Como não pretendo abordar aqui as questões nutricionais, mas sim comportamentais, vou me ater à isso. Sobre metabolismo, hipoglicemia e nutrição vide o blog indicado ou busquem profissionais com boa formação e mais atuantes no campo acadêmico. Me lembro que quando a Catarina nasceu, logo em sua primeira semana de vida fui ao meu médico ortomolecular, homeopata e pediatra favorito leva-la para consulta acompanhamento, e uma das primeiras coisas que o Dr. José Roberto do Amaral me perguntou foi sobre a amamentação e o sono, e a orientação dele foi clara: NUNCA A ACORDE PARA MAMAR! SÓ DÊ O PEITO SE ELA PEDIR E SE FOR FOME, NÃO DEIXE QUE ELA BRINQUE COM O PEITO, A CHUPETA SERVE PARA BRINCAR. Fiquei pasma no dia, mas dentro de mim senti a liberdade me chamando de volta... Então só por via de dúvidas, com medo da famosa HIPOGLICEMIA, perguntei qual o período máximo que minha bebê podia ficar sem mamar antes que tivesse risco de hipoglicemia, e se assustem: o médico me respondeu que o bebê pode ficar até 8h sem mamar, sem qualquer risco de hipoglicemia! Nessas horas é que sentimos a diferença entre um profissional sério e outros...
Mas como saber se o bebê está realmente mamando ou te enrolando? Difícil explicar, de verdade! O que fez todo o diferencial para mim foi o Dr. José Roberto do Amaral, bem como uma enfermeira de maternidade que contratei para me ajudar com a amamentação e cuidar da Catarina quando precisei voltar a trabalhar (não foi exagero, ela tinha só 45dias... mas pacientes nem sempre podem esperar...). O médico já no consultório me pediu para amamenta-la, e me mostrou a diferença, pois quando o bebê faz a pegada de peixinho perfeitinha e logo e a sustenta, está mamando, mas quando não está assim, está fazendo qualquer outra coisa que não é mamar. E a enfermeira me ajudou a reconhecer a sensação de quando o leite está saindo e quando não está, muito difícil descrever em palavras, isso é como aquelas receitas que a gente saber fazer no “olhômetro”, mas não consegue descrever em quantidades... Minha dica é buscar a ajuda de profissionais que entendem do assunto.
Durante o dia minha filha tinha acesso irrestrito ao peito, desde que fosse para mamar de verdade, a qualquer sinal que estava brincando ou me enrolando, eu dava a chupeta para ela. (Sim a Catarina é ansiosa! Depois teremos outros posts sobre ansiedade nos filhos, já passei por muitas com ela viu!). E por mais incrível que seja, raramente ela me pedia o peito com menos de quatro horas de intervalo. Mas à noite, em prol da sanidade mental minha, do meu gatinho e da minha florzinha, desenvolvemos a rotina do sono fixa de nossas vidas! E a Catarina depois de três dias pegou bem o ritmo, e salvo condições especiais (resfriados, gripes, viroses, festas e agitações incomuns), ela passou a dormir a noite toda!
Como toda mulher e mãe, claro que sou insegura... Como sei que essas decisões foram de contra com tudo que a maioria diz por aí, mantive os olhos bem atentos nos índices nutricionais da Catarina, que teve um crescimento perfeito, excelente desenvolvimento psicomotor, e manteve todos os índices nutricionais perfeitos. O acompanhamento foi realizado com o pediatra homeopata e ortomolecular Dr. José Roberto do Amaral (que é muito atuante no campo científico, está sempre publicando artigos, realizando estudos e é o melhor na minha opinião), e a endócrino pediatra Dra. Patrícia da rede VITA, com exames realizados trimestralmente até o segundo ano, e desde então semestralmente. Ela nunca teve falta de nenhuma vitamina! Dá vontade de soltar fogos de artifício nesse momento!!! Principalmente porque nunca precisei dar nenhuma vitamina para ela!
Em outro post quero abordar a questão sobre a alimentação das crianças, onde pretendo falar sobre o cardápio lowcarb-paleo e as implicações disso na vida da família. Sinceramente gostaria de ter descoberto essas coisas antes da gestação...

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