Quem sou eu

Sou psicóloga e mãe de primeira viagem da Catarina. Resolvi escrever esse blog para compartilhar pensamentos e "conhecimentos" dessa experiência desafiadora e maravilhosa.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cuidados Especiais com os Bebês no Verão


Vem chegando o verão... e os cuidados com os bebês mudam! Os riscos agora são diferentes: dengue, assaduras, brotoejas, diarreias, insolação, desidratação,... ufff... Fiz um resumão do que é preciso fazer no verão, nada disso é garantia que tudo vai dar certo, mas é tudo que podemos fazer para prevenir. Não hesite em procurar auxílio médico!


POMADAS PARA PREVENIR ASSADURAS

Drapolene (não tem similar, "the best")
Calêndula 5% (manipulada)
Dermodex (ou similar / pomada com nistatina - somente para dormir pois o uso contínuo resseca a pele)

*mantenha a região genital bem fresca: use as fraldas mais larguinhas, evite os bodies. O calor é a principal causa das assaduras.
**em toda troca que for limpar cocô, não use lencinhos umedecidos, lave toda a região genital com dermodex. Aproveite o calorão e use o tanque ou a pia do banheiro mesmo! Seu bebê pode até não gostar na primeira vez se estiver acostumado a banhos bem quentinhos, mas depois irá aprender a curtir a água fresquinha!




PREVENÇÃO DE BROTOEJAS

Talco em creme (nunca use talco em pó, os pediatras alertam que é aspirado pela criança, gerando problemas respiratórios) no pescocinho e nas dobrinhas.
Banho fresco sempre que a criança estiver suadinha - nem precisa usar sabonete.
Sabonete de banho dermatológico - Deramcyd Infantil tem excelente custo x benefício, forma uma filme na pele da criança protegendo por mais tempo. Use no máximo 3 vezes ao dia, nos demais banhos apenas água.




ROUPINHAS

Corra dos bodies... sei que são práticos e o bebê fica arrumadinho, mas essas roupas no verão esquentam demais a região pélvica, provocando assaduras por calor + umidade + contato. Prefira camisetinhas de algodão, larguinhas. Para cobrir as fraldinhas prefira um short bem ventiladinho, ou opte por fraldas bonitinhas para ficarem à mostra. Para os pés é polêmico, tem gente que defende deixar descalço, mas tem gente que não abre mão das meias. Veja como fica o seu bebê, se vc perceber que sem as meias ficou com as mãos geladas e manchas rosadas pela pele (de frio), coloque as meinhas então.




SAÚDE

Mantenha seu bebê hidratado! Ofereça água o dia todo - água limpa e fresca, nada daquela água que fica horas no copinho...  Suco de caju também é muito bom para manter a hidratação.
No calor vale tudo para refrescar e hidratar, uma piscininha no chão do banheiro ou da varanda pode ser uma grande diversão! Mas não faça isso onde tem muito vento, pois o efeito pode ser contrário.
Mesmo no verão o tempo pode virar de repente e fazer frio, por isso sempre tenha consigo um casaquinho com capuz ou um cueiro flanelado.
Lembre-se de lavar as mãos do bebê toda hora, no verão ficam mais soltinhos e brincam mais, sujando as mãozinhas e podendo pegar micose nas unhas.




MOSQUITOS

O ideal é não tê-los por perto! Mas nem sempre isso é possível...

O repelente baby Johnson é bem eficaz, entretanto não é recomendado o uso contínuo. O ideal é para um passeio que se vá fazer, somente por umas horinhas vez ou outra.

Os repelentes químicos de parede são tóxicos aos bebês - não pode

Existem repelentes elétricos que são muito eficazes, e tem um custo bem razoável (custo médio = 2 vidros de repelente baby Johnson). São mais difíceis de encontrar, duas lojas que sei que vendem é a Casa & Vídeo e a Multicoisas. Na internet também é possível comprar. ATENÇÃO: não é repelente comum como baygon, mortein etc, esse repelente elétrico emite ondas elétricas que repelem os mosquitos, eles não emitem qualquer substância química. São bem seguros para os bebês, só não devem ser posicionados muito próximos do local onde o bebê dorme, deve haver uma distância segura de 30cm (as ondas elétricas podem produzir um som baixinho, que incomodaria o sono do bebê). Como na creche da Catarina durante o verão tem uns mosquitinhos, comprei um desses para por na sala dela e foi ótimo! Na turminha dela ninguém teve problemas com picadas de mosquito!



FARMÁCIA BÁSICA

Dor/Febre - *Paracetamol
Nausea/Vômito - *Bromoprida
Diarréia - *Florax/Repoflor/Floratil (qualquer um desses, são fitoterápicos, complemente com soro)
Cândida/Sapinho na boca - *Daktarin
Tosse - *Xarope Torante/Abrilar/ Liberaflux (qualquer um desses, são fitoterápicos e excelentes)
***Protetor Solar
Pomada contra assadura
Repelente de insetos
Dermacyd Infantil



SOL / PRAIA / PISCINA

Água
Suco
Fruta
Lanchinhos
Chapéu
Roupas frescas
Fralda de pano (para limpar uma sujeirinha ou fazer uma sombra no rostinho...)
Fraldas descartáveis, fralda de praia, lencinhos umedecidos, pomada e trocador. (evite trocar na região da areia da praia, prefira ir para o carro, ou buscar uma mesa de um bar)
Sombreiro e canga (para fazer a sombra e dar um local gostoso pro bebê ficar)
***PROTETOR SOLAR*** sempre a partir do FPS30
Bebês com menos de seis meses não podem usar a grande maioria dos protetores solares, o pediatra da Catarina me disse que apenas PROTETOR SOLAR PEDIÁTRICO À BASE DE LEITE e com fator protetor acima de 60FPS. Encontrei dois fabricantes apenas: La Roche Posay e Mantercorp. São caros, mas duram muito... Paguei no meu R$89 na época.
Bebês com mais de 6 meses já podem usar qualquer protetor solar que venha escrito *Baby na embalagem.
Crianças acima de 4 anos já podem usar as versões Kids que são mais atrativas pelas cores diferentes.
FIQUE POUCO TEMPO COM A CRIANÇA NESSES LUGARES, EVITE SOL DAS 10H ÀS 16H, E SEMPRE QUE CHEGAR EM CASA DÊ BANHO E ALIMENTE, DEIXE A CRIANÇA DORMIR MAIS.

Mamãe Stress

Não está fácil ser mãe, esposa e profissional nos dias de hoje. Sinceramente não sei o que é pior: o cansaço com os milhões de coisas que temos que fazer, ou ouvir da vovó que ela "criou mais de um, trabalhava, passeava e não ficava estressadinha como a gente fica" (Mãe não fica brava comigo, te amo, mas ninguém merece ouvir comparações!).
De tanto ouvir isso, comecei a refletir no motivo pelo qual eu ficava tão cansada e nervosa às vezes: "Se minha princesinha é tudo que eu sempre quis, uma criança maravilhosa, mas uma criança, e eu sei muito bem disso. Sei que há limitações e não posso esperar certas atitudes dela. Então porque vivo estressada? Será que é com o marido, sei que ele não é tão organizado quanto eu gostaria que fosse, mas ele até que é bastante, e ainda colabora muito!"
Fiquei com essa busca interna alguns dias, até que comecei a reunir as informações de onde estava vindo minha irritação, e encontrei a seguinte resposta: de tudo aquilo que é o extra! Vou explicar:
No tempo de nossas mães e avós não haviam telefones em todas as casas, e a telefonia era cara. Não existiam celulares, muito menos computadores, tablets, mp3 e internet! Nossas queridas mamães e avós não precisavam checar e-mail, manter um perfil numa rede social (quem dirá 3 ou mais hoje em dia com facebook, linkedin, instagram, pinterest, twitter, etc...). Também não precisavam atender o telefone o dia inteiro com ligações banais, como a da vovó que quer saber como está o bebê, se o bebê almoçou direitinho, se o bebê está mamando, se nós vamos sair de casa, onde vamos e o que vamos fazer, que horas vamos pegar o bebê na creche, etc... Ou do maridão que liga para saber como foi seu almoço, saber que horas vai pegar o baby na creche, se você já arrumou a janta (sendo que você nem conseguiu sair do escritório ainda), etc...
Além desses fatores encontrados, observei um outro grande problema: a TV. Não me levem a mal, não quero criticar o uso desse "equipamento de lazer", até mesmo porque eu sou uma "noveleira" assumida, mesmo quando não gosto da novela acabo assistindo e me interessando... O problema não é assistir TV, mas querer assistir TV por um tempo prolongado e com silêncio em casa! IMPOSSÍVEL!!! Temos mil coisas para fazer... Juntar coisas fora do lugar e colocar nos devidos lugares, arrumar cozinha, juntar o lixo, preparar a comida, colocar roupa para lavar, colocar roupa para secar, guardar a roupa - tudo isso pode parecer banal, mas consome TEMPO e provoca desgaste FÍSICO, afinal vc já passou o dia trabalhando e ainda tem ficar perambulando pela casa fazendo essas coisas. Agora adicione à isso o marido que fica hipnotizado com a TV e não dá atenção para a criança, que fica atrás de vc: às vezes numa boa, às vezes pedindo colo, às vezes fazendo arte... PENDURE um telefone com uma ligação banal interminável e SOME a sua vontade de ver TV e checar seus mails e redes sociais... Mau humor, estresse e irritação - esses são os resultados...
A tecnologia nas comunicações aproximou demais as pessoas, nos oferece confortos que antes não eram possíveis, mas até que ponto isso é benéfico? Precisamos saber equilibrar essas coisas em nossas vidas, para que sejam ferramentas úteis e não fontes de estresse. Para tanto tomei medidas importantes:
#Separei telefone pessoal e profissional e estabeleci quais são os telefones prioritários a serem atendidos - creche e pacientes (afinal a creche só liga se for extremamente necessário). Profissional atendo a qualquer hora, afinal sou psicóloga e um paciente pode precisar de mim a qualquer hora. Já o pessoal atendo quando posso, ou seja: quando estou livre! Se não tiver casa para cuidar, bebê para olhar, trabalho a fazer, marido para dar atenção, daí eu posso atender o telefone. Todos reclamam que eu não atendo o telefone, mas em compensação não reclamam mais do meu mau humor.
#Reduzi o acesso das redes sociais - não tive coragem de eliminar, mas para não ter aborrecimentos me limitei a entrar uma vez por semana, checar recados, dar um olá e até semana que vem. Com isso sobrou tempo para eu fazer uma coisa que vivia me cobrando: LER MAIS.
#Desapegar da TV e incentivar o papai a fazer isso também, colocar que podemos ver TV sim, mas a prioridade é o que nosso bebê precisa - alimentação, higiene e atenção. Assim vemos novela e jornal quando a Catarina deixa.
#Comecei a utilizar meu tempo livre fazendo coisas que me dão prazer, me realizam, e não o que os outros esperam que eu faça. Ao invés de ficar online, passei a fazer o que me dá prazer. No meu caso escolhi a leitura. Desde quando comecei a ter essas atitudes (cerca de 3 meses) já consegui o Ana Karenina de Tolstoi em inglês, O Processo de Franz Kofka, Casamento Blindado (livro excelente!), e essa semana estou escolhendo o próximo livro!
Fica a dica! Analise como usa o seu tempo, e tente equilibrar.
Senão, como teremos tempo e humor para construir momentos como esse?

Xô assadura!

Por incrível que pareça, no segundo dia de vida, ainda na maternidade, a Catarina apresentou seu primeiro problema com assaduras... Eu nunca havia cuidado de bebê antes, e por mais dedicados que eu e o papai dela fomos não adiantou... e não foi uma vez só não...
Claro que ver seu bebê com aquela assadura é horrível, e para piorar a situação tem as avós que ficam falando para passar maisena de um lado, e do outro lado pediatras despreparados para lidar com a situação, que apenas sabem dizer que você está fazendo tudo errado, mas não sabem o que você deve fazer para acertar... Cruel...
Passei por poucas e boas com essa situação até descobrir o que fazer... Já pesquisei na web, fiz o que as vovós falavam, fui em alguns pediatras, em três dermatologistas, uma ginecologista, na emergência pediátrica, e até no homeopata! rs
*Antes que pensem que sou uma mãe relapsa vou explicar: a minha princesinha tem a pele muito branquinha e delicada, assim a pele fica mais sensível, principalmente ao calor (período em que mais sofríamos com esse problema). Tentei de tudo mesmo, e insisti muito em médicos, porque eles é quem deveriam saber como lidar com esses problemas de pele, que também são problemas de saúde. Nenhum soube orientar em 100% de eficácia, mas reunindo o conhecimento que todos me passaram consegui descobrir algumas coisas e quero compartilhar com vocês.
 

O que há de comum nos cuidados para qualquer tipo de assadura:

-Use fraldas mais arejadas, com um tamanho maior que o do seu bebê, e de preferência com cobertura respirável e boa absorção.
-troque a fralda com maior frequência, não espere a fralda encher. Em caso de cocô troque na hora! Quando se troca mais vezes, a pele respira mais e refresca.
-lave a área genital do seu bebê em todas as trocas, abandone qualquer método de limpeza que friccione a pele do bebê, o ideal é lavar! Algumas pessoas dizem para usar gazes com àgua, ou mesmo algodão com àgua morna, mas tudo isso precisa de fricção, e pior: não limpa direito! A  área genital continua àcida e agora com resíduos de pomada e fezes...
Sugiro usar um sabonete dermatológico destinado ao uso em bebês. Eu uso o Dermacyd Infantil, só uma gotinha é suficiente para lavar direitinho, a menos que o bebê faça "aquele cocô", aí você dosa a quantidade que julgar necessária. Mas atenção! Não friccione a pele, apenas lave com muito cuidado, como se estivesse fazendo um carinho muito suave no seu bebê, e na hora de secar não use a toalha, use uma fralda de pano, bem limpa e macia, e nunca esfregue o tecido na região, apenas toque/encoste de leve, a fralda pano irá absorver a umidade sem ser preciso esfregar.
(O Dermacyd forma uma espécie de "filme" protetor na pele, é muito bom para prevenir assaduras e brotoejas, na Catarina comecei usando só na área genital e no verão passei a usar no corpo todo. Vi que existem outros produtos bons que talvez até ajudem muito, como o proderm e o cetrilan, mas nunca os experimentei).
A primeira vez que um pediatra me disse para lavar a região genital em vez de usar lencinhos eu fiquei furiosa, não conseguia imaginar como eu iria conseguir fazer isso sem molhar o bebê todo e molhar minhas roupas também (isso várias vezes ao dia...). Mas foi bem o que ele disse: experiência. O que eu fiz: coloquei a banheira (daquelas com o pé que deixa a banheira alta) dentro do box, apoiava a barriga da cat na minha mão bem aberta para ter maior controle dentro da banheira vazia, e com a outra manejava o chuveirinho, o sabonete e a toalha. Sempre com a banheira vazia, sempre tirava toda a roupa dela, e só jogava àgua onde interessava, senão cada troca era um banho! Depois comprei uma rede de banheira, e usei demaaaaissss, muito bom! É bem verdade que suja a banheira quando é cocô, mas isso a gente lava depois né... Depois que a gente pega prática faz isso em qualquer lugar e até prefere por acabar sendo mais rápido e prático que o lencinho (até em pia de banheiro de restaurante já lavei essa mocinha... kkk)
-crie formas de deixar seu bebê sem fralda pelo menos um pouco. Uma sugestão é aproveitar durante uma soneca, ou um período no sono da noite, é só forrar embaixo do bebê com toalhas dobradas e colocar a fralda aberta por baixo do bumbum, fique perto para cuidar caso o bebê se mexa e saia do lugar.
-nunca use talcos, ou qualquer tipo de pó para tratar uma assadura. Além de ressecarem a pele sensibilizada, eles podem ser aspirados pelo bebê durante a aplicação, provocando problemas respiratórios.
-o uso de antibiótico à base de amoxicilina pode favorecer o aparecimento de assaduras. Vi em alguns lugares dizendo que o uso de antibiótico pode favorecer o aparecimento de assaduras por provocar diarreia. Isso é meia verdade... A amoxicilina, que é o principal antibiótico receitado pelos pediatras, pode provocar reações adversas (diarreia) em alguns bebês muito novos! O que alguns pediatras não dizem, é que existem outros antibióticos que podem ser usados! Se o seu bebê apresentou diarreia ao dar algum antibiótico com amoxicilina, procure o pediatra no mesmo dia e peça que ele receite outro antibiótico sem amoxicilina. A partir disso sempre que seu bebê precisar tomar um antibiótico declare ao pediatra que o bebê apresenta reação à amoxicilina e peça que ele receite uma alternativa. Normalmente esses outros antibióticos são um pouco mais caros e tem um gosto horrível (teve um que a Cat tomou que era arenoso e rançoso, ela também não podia com a amoxicilina), mas prefiro ter que dar isso a vê-la com diarreia e assada.
 
Existem duas coisas muito importantes na hora de falar em assaduras: em primeiro lugar é preciso determinar o TIPO da assadura, e depois verificar qual o TRATAMENTO mais adequado.

 

TIPOS DE ASSADURAS & TRATAMENTOS

 
*Rosado / suave irritação - normalmente é uma dermatite de contato, e a pele pode chegar a assumir um aspecto ressecado.
Normalmente essa é causada pelo uso da fralda mesmo, pois por melhor que seja a fralda a pele do bebê fica úmida, quente, e em contato com urina e fezes que são extremamente ácidos pode causar essa irritação na pele. Como tratar? A primeira dica pode parecer meio estranha, mas apesar de uma das causas ser a umidade, a pele também não pode ficar totalmente seca! Isso porque a acidez das fezes e da urina resseca ainda mais a pele, piorando o quadro. Por isso a primeira dica é usar uma boa pomada hidratante que também tenha efeito refrescante (nada de menthol hein gente! Tem que ser algo apropriado à delicada pele do bebê). Pomadas que usei e que foram fantásticas para esses casos:

Drapolene (da FQM ela é a única que contém cloreto de benzalcônio com brometo decetrimônio, que refresca e hidrata a pele do bebê, sem sombra de dúvidas que é a melhor nesses casos, mas infelizmente é difícil de ser encontrada, quando ver que o tempo vai esquentar é bom procurar uma farmácia onde você possa encomendar. O custo dela não é alto, considero até bem razoável. Tem uma consistência bem leve, é fácil de ser aplicada e espalhada, e não gruda na pele.)

Pomada de Calêndula a 5% (uma boa alternativa quando não se consegue o drapolene é manipular essa fórmula, mas é preciso ter muita atenção ao detalhe de ser "pomada" e "5% de Calêndula". Essa pomada tem quase o mesmo efeito que o drapolene)

Pomadas que não adiantam ser usadas em bebês com menos de 18 meses: as com óxido de zinco (como Hipoglós, Granado, Turma da Mônica, etc) pois além de grudar na pele e aumentar o problema favorecendo a ploriferação de bactérias, para remover adequadamente essas pomadas será preciso friccionar muito a área já sensibilizada. Essas pomadas são muito boas, mas em crianças em pouco maiores (tentei usar na Catarina menorzinha e foi um desastre, ela acabou assando devido a pomada, já depois que ela fez 18 meses uso Hipoglós na maior parte das vezes). Tentei também as pomadas com dexpantenol, pois elas hidratam e são fáceis de remover, mas não ajudou quase nada, pois elas não tem a propriedade de "refrescar" a pele do bebê.
Depois que descobri o drapolene e a pomada de calêndula, ela não teve mais esses tipos de assaduras!

*Bolinhas rosadas - é provocada por fungos, mais comum candidíase (ou sapinho)
É bem comum, e as vezes acontece junto à dermatite de contato. Os fungos se "aproveitam" da umidade e do calor, e se a pele estiver sensibilizada por uma dermatite, aí é pior ainda... E como se trata? Se forem apenas as bolinhas, sem a dermatite:

Pomada a base de nistatina - Existem as versões genéricas, mas para falar a verdade elas não funcionam tão bem quanto as de marca... Experimentei diversas marcas de genérica, e nenhuma dava um resultado satisfatório. Aqui na minha região a que encontramos de marca é Dermodex, mas isso varia, pois no Espírito Santo o nome da pomada com nistatina de marca que se encontra, é Benzevit.  ATENÇÃO: a pomada de nistatina resseca a pele, por isso é importante pelo menos umas duas vezes ao dia usar outra pomada, que hidrate a pele do bebê, como as com dexpantenol (por exemplo: Bepantol). Se não hidratar a pele do bebê, a cândida irá evoluir para dermatite + cândida.

Se o caso for dermatite + cândida (bolinhas rosadas e pele irritada), então é preciso combinar os dois tratamentos, alternando. E para evitar uma evolução pior ainda do quadro, recomendo usar uma pomada com corticoide.

Pomada com corticoide - (Candicort - associação de cetoconazol e betametasona na versão pomada). CUIDADO! Pomadas com corticoides só podem ser usadas por pouco tempo, normalmente no máximo por 2 semanas. O bom é que normalmente no terceiro dia a assadura já está praticamente curada e se mantém mais uns dois dias só por segurança, pelo menos com a Catarina sempre foi assim.
No caso de você resolver usar uma pomada com corticoide é bom consultar um médico (o pediatra, e se ele não souber te orientar procure a sua ginecologista mesmo), pois trata-se de um medicamento que necessita de orientação médica para uso.
Quando comecei a usar na Catarina foi com orientação médica também.

Tratamento: Nas trocas de fralda alternar pomada de nistatina e drapolene (numa troca usa nistatina, na próxima o drapolene), e 3x ao dia o Candicort (1x manhã - 1x tarde - 1x noite). 

Nunca misture as pomadas! As propriedades químicas podem se anular ou modificar, não fazendo o efeito esperado das pomadas, ou ainda piorando o problema.
Os outros cuidados permanecem: abandone os lenços umedecidos e lave a área genital do bebê a cada troca de fraldas, de preferência use um sabonete dermatológico direcionado à bebês.

*Vermelho sangue, como uma ferida - é o futuro da assadura não tratada como se deve.
 -deixe o seu bebê o máximo possível sem fralda, e se possível exponha a assadura ao sol! Eu sei que é difícil, pois bebê não vai ao banheiro e nem avisa quando vai fazer um xixi ou cocô, mas é preciso fazer deixa-lo sem fralda!!! Eu havia comprado um colchonete para brincar no chão com a Catarina, para desenvolver a parte psicomotora dela, e usava esse mesmo para evitar sujar o colchão da cama. Colocava ela deitadinha ali, sem fralda, colocava umas duas toalhas dobradas em baixo dela e a fralda aberta, a cada xixi limpava tudo, mas raramente vazava da fralda. Depois que ela começou a se mexer muito eu aproveitava os momentos das sonecas e do sono dela para fazer isso.
-você deve ir urgentemente ao médico pediatra, pois nesses casos o risco de evoluir para uma infecção bacteriana é muito grande  (eu não esperava chegar o horário de atendimento do pediatra que a levava, ia à emergência pediátrica mesmo para acelerar o tratamento). Isso pois o tratamento que vou informar aqui só pode ser conduzido mediante orientação médica e a pomada só pode ser comprada com receituário médico por conter antibiótico.
-use pomadas com corticoides, antifúngicos, antibióticos e agentes hidratantes suavizantes e refrescantes. O que temos por aqui é: Omcilon-A "M" (pomada com antibiótico, corticoide e antifúngico, fórmula: triancinolona acetonida + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina) que é muito difícil de encontrar, muitos dizem que desapareceu do mercado e só conseguimos encontrar as genéricas, de fato quando precisei só encontrei genérica.O pediatra orientou a usar no máximo quatro vezes ao dia, nas demais trocas ele sugeriu usar o drapolene.
-como esse tipo de assadura provoca dor, é indicado usar um remédio para isso também. No caso veja com qual seu bebê se adapta melhor. A Cat sempre se deu muito bem com a Novalgina / dipirona sódica (o que eu achava até melhor, pois esse medicamento provoca sonolência, como ela dormia mais eu podia deixa-la mais tempo sem fralda).
-nesse caso, além da fralda maior e mais folgadinha, evite usar os bodies, bem como calças ou shorts. Se o tempo estiver frio, prefira cobrir o seu bebê com uma manta e boas meias, mas se o bebê se mexe demais use calças bem largas principalmente na virilha.
-o procedimento de limpeza é mesmo, lave com muita delicadeza, usando um sabonete dermatológico de uso infantil e seque com uma fralda de tecido bem limpa e macia apenas tocando suavemente a pele, sem esfregar.
Tratamento: Omcilon-A "M" em 4 trocas no dia (1x manhã, 2x tarde, 1x noite) e nas demais trocas Drapolene. Para dor use o analgésico que seu bebê se adapta melhor, conforme orientação médica.

Com tudo isso, em casa eu sempre tinha à disposição um arsenal de pomadas:
 
Prevenção
No calor: Drapolene e Pomada de Calêndula
No frio: Bepantol e Cetrilan
 
*Após a Catarina ter feito 18 meses comecei a usar Hipoglós de vez em quando, depois que ela começou o desfralde tenho usado apenas o Hipoglós (nas fraldas noturnas), tem sido muito bom!

Tratamento
Drapolene, Dermodex, Candicort e Omcilon-A "M"


Andei lendo e descobri outros dois tipos de assaduras bem graves, que Graças à Deus a Catarina nunca teve:

*Erupção (machucado) vermelha e aumentada, àspera e gordurosa - é a assadura seborreica
 
*Manchas amarelas, minando pus ou com bolhas de pus - é por infecção bacteriana

Essas duas são muito sérias, o tratamento é exclusivamente sob orientação médica e não pode esperar. Ao menor sinal de uma dessas assaduras é importante ir ao médico urgentemente (nem que seja o da emergência pediátrica), pois podem provocar febre.


***Qualquer assadura que não tiver uma melhora considerável até o terceiro dia  de tratamento necessita de acompanhamento médico.***



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fralda, fralda querida, qual eu devo escolher? As descartáveis...

 As fraldas são um verdadeiro mal necessário... Tem um custo razoável, é um pouco nojento trocar, às vezes geram questionamentos e dúvidas sobre a forma de escolher e usar, mas o fato é que precisam ser usadas, pois para onde vai a caca dos bebês?
Hoje em dia a grande maioria das famílias opta é pela fralda descartável mesmo! Aqui em casa não foi diferente, mas o problema é qual fralda usar? Existem excelentes fraldas, de todos os preços, claro que quanto mais cara, mais confortos oferece à criança. Além disso não dá para escolher a fralda apenas pelo preço, é preciso analisar o custo benefício que se terá. Uma fralda muito barata poderá exigir mais trocas aumentando o custo com lenços umedecidos, pomada e fraldas... Gasta-se mais fraldas e por isso talvez tivesse sido melhor comprar uma com uma capacidade de absorção maior que exigiria menos trocas.
Também é preciso entender pelo o que os bebês estão passando, já que eles não podem falar... Nas minhas incursões nesse tema descobri que a fralda é um verdadeiro "micro-ondas no bumbum do neném". Quando me disseram isso, ainda me deram um exemplo fantástico, que qualquer mulher vai entender: basta lembrar como é no período menstrual com os absorventes, muitas de nós sofremos irritações com o absorvente, e até assamos também. Por menos problemas que tenhamos com o absorvente, ele sempre incomoda! Olha que o absorvente feminino é só um pedacinho, a fralda cobre o quadril do bebê todinho... É um mal necessário, e que precisa receber a devida atenção, visto que em alguns casos pode ser a fralda a causadora das terríveis assaduras que nos assombram.
Das descobertas que fiz no mundo das fraldas há alguns pontos que considero essenciais na escolha de qualquer fralda, que são:

*Fecho abre-e-fecha: é muito importante para os que não estão acostumados a colocar fraldas em bebês, pois é possível consertar caso se feche a fralda de forma errada, nas fraldas que não possuem esse sistema, caso se feche a fralda torta, torta deverá ficar pois se tentar arrumar, o fecho perde a cola e fralda não fecha mais.
*Barreiras antivazamento
*Boa absorção (pelo menos para dormir, senão terás que acordar várias vezes à noite para trocar fralda, além das outras vezes por outros motivos...)
*Pesquisar o preço: não deixa de ser um gasto considerável, aqui na minha cidade a alternativa que encontrei foi comprar a caixa fechada de fraldas pelo MAKRO (vem 3 pacotes dentro de cada caixa).

Sobre as principais fraldas vendidas no comércio, vou tentar expor o máximo que puder, baseado na minha experiência, ou seja, fraldas que já testei:

TAMANHO RN (existem 3 grandes marcas)

 





*PAMPERS Recém-Nascido

O fabricante informa que a fralda possui toque suave como algodão, camada ultra-absorvente, indicador de umidade, loção hipoalergênica, laterais flexíveis, corte para umbigo, e não contém fibras de algodão. Link do fabricante: http://www.pampers.com.br/Produtos-Bebe-Recem-Nascido

Posso ser suspeita para falar, mas foi de longe a minha preferida... ela é uma fralda mais fina, molinha e maleável, acredito que seja a mais respirável de todas. Quando peguei a primeira na mão achei que fosse segurar bem menos xixi que as outras, mas engano meu, ela segura tanto quanto a Huggies Turma da Mônica. O toque interno é o mais gostoso de todos, parece um algodão mesmo! Não o tecido, mas o algodão! Além disso as laterais flexíveis são bem mais confortáveis e macias para o bebê, evitando "estrangular" o abdômen do bebê (que sempre fica cheinho após mamar), reduzindo o problema de refluxo devido pressão no abdômen. Também é cavadinha no umbigo, deixando ele bem soltinho (confesso que isso me incomodava no início, mas depois entendi que era o melhor, pois o umbigo precisa secar e cair, e aquela beiradinha encostando no umbigo caído não incomodava pois ela nem sentia isso). Outra coisa GENIAL é o indicador de umidade! É uma listra amarelinha vertical que tem na fralda, quando a listra fica toda verdinha é porque está na hora de trocar a fralda! Mas muita atenção, pois isso só vale para o xixi, mesmo que a listra não esteja toda verde ainda, se o bebê fizer um cocô a fralda deve ser trocada imediatamente. É a mais cara, mas na minha opinião valeu cada centavo pago!

*HUGGIES Turma da Mônica Soft Touch Recém-Nascido

O fabricante informa que a fralda possui cobertura de textura suave, respirável, e fecho ajustável abre-e-fecha. Link do fabricante: https://www.huggiesturmadamonica.com.br/fraldas/recem-nascido-soft-touch
Trata-se de uma fralda mais durinha/estruturada, que pega bem em cima do umbigo o cobrindo (no início eu gostei pois achava que deixava tudo bem firme, mas me enganei, pois o umbigo precisa ficar para fora, para secar e cair...). A absorção é muito boa. As laterais não são flexíveis o que pode gerar incômodo ao bebê após mamar (a pressão abdominal é uma das causas de refluxo). Apesar de ser uma boa fralda, foi com essa que a Catarina assou na maternidade, acredito que por ser muito fechada (durinha com uma camada espessa de absorvente) pode ter esquentado demais. Entretanto há muitas outras crianças que ficam bem com essa fralda.

*POM POM Protek Baby RN

O fabricante informa que a fralda possui super absorção, fecho abre-e-fecha, barreiras antivazamento, formato cavadinho e textura de tecido. Link do fabricante: http://pompom.com.br/fralda-pompom-protek-baby.php

Essa fralda é ainda mais dura que a huggies, apesar de ambas terem a mesma densidade. Apesar de dizer que é cavadinha, também pega em cima do umbigo. Tem absorção boa também, entretanto tem um cheiro desagradável, como de tecido que nunca foi lavado. Também a experimentei na Catarina, por pura curiosidade e por ser a mais barata (sempre precisamos economizar onde é possível), mas nem usei metade do pacote, pois lá veio a vermelhidão...



A PARTIR DE 6 KILOS - DO TAMANHO P AO XXG


Vou expor apenas as que eu cheguei a conhecer, quero deixar bem claro que existem muitas outras...
Entretanto acho que essas são as principais hoje no comércio.

POM POM Top Confort


O fabricante anuncia que a fralda tem abas elásticas, super absorção, barreiras antivazamento, cobertura respirável, fita abre-e-fecha, estampas fashion. Link do fabricante: http://pompom.com.br/fralda-pompom-top-confort.php

É uma fralda muito durinha, grossa, com a textura parecendo a de uma fralda de pano, com boa absorção, mas não acho que seja respirável (muito grossa), e tem aquele mau cheiro... de pano que nunca foi lavado. As estampas de fato são um atraente, bem legais, mas ficam muito aparentes através da roupinha do bebê, se for uma roupinha mais fina. Experimentei na Catarina o tamanho M, mais uma vez por causa do preço (bons confortos: abas flexíveis, fecho abre-e-fecha e boa absorção, com preço menor), mas não consegui usar o pacote todo, pois lá veio a irritação, vermelhidão, e o medo de uma assadura me fez recuar...

HUGGIES Turma da Mônica
 
 
Tem várias linhas desse produto: a Tripla Proteção que é a mais simples, Conforto Dia e Noite que é a mediana, e agora as de lançamento Supreme Care para meninas e para meninos, com faixas de absorção diferenciadas. Cada produto tem características específicas, e é bom ler no pacote. Site do fabricante: https://www.huggiesturmadamonica.com.br/

Experimentei algumas vezes a linha huggies por ser mais em conta que a Pampers, mas a Catarina nunca conseguiu se adaptar pois sendo fraldas mais estruturadas, grossas e densas, abafavam muito provocando assaduras, dificultavam os movimentos das pernas (ela é bem magrinha), e eu acabava desistindo...
Conforto Dia e Noite tem uma proposta legal com a cintura elástica, eu só achei que o elástico vem no lugar errado, pois nas costas ela não precisa muito de elasticidade, e sim nas laterais para facilitar os movimentos das pernas e aderência ajustável conforme a barriga se enche numa refeição. É uma fralda excelente, muita gente gosta, usa e recomenda. Minhas primas todas usavam essa fralda, principalmente à noite nos seus bebês, e todas relataram ter gostado muito e não ter tido problemas de assaduras devido o uso dessa fralda. Talvez a Catarina tenha tido alguma espécie de alergia ao material, não sei bem explicar, mas essas coisas acontecem.
Atualmente a Huggies lançou uma linha diferenciada para meninos e meninas, é a Supreme Care, no site diz que a fralda oferece elasticidade nas costas e nas laterais (acho isso excelente! Aumenta muito o conforto do bebê e supre a minha crítica da elasticidade da Conforto Dia e Noite), fecho macio, extra absorção, camada externa respirável e faixas de absorção diferenciadas entre meninas e meninos. Parece ser bem legal, ainda não peguei uma dessas na mão para sentir, se a Catarina ainda usasse fraldas eu com certeza experimentaria essa. Prometo que vou pesquisar com parentes e amigas que acabaram de ganhar neném para saber e atualizo aqui! De qualquer forma os produtos da Huggies tem uma boa qualidade.

PAMPERS





Essa também tem várias linhas de produto, a Supersec do pacote vermelhinho que é a mais simples (e o terror de algumas mamães no chá de fraldas rsrsrs), a Total Confort que é a mediana (e a preferida pelo custo-benefício), e a Premium Care que é a top da pampers. Link do fabricante: http://www.pampers.com.br/Produtos

Da Pampers já usei de todas, o que todas tem em comum que gostei demais é que são fraldas mais finas, macias e maleáveis, textura de algodão na parte interna, são as mais respiráveis, absorção excelente (noite toda), não deixam vazar se colocadas corretamente, tem o fecho abre-e-fecha e nenhuma delas tem qualquer tipo de cheiro. Sobre os diferenciais vamos da mais simples para a top:
*Supersec - apesar das diversas críticas pela camada externa de assemelhar à um plástico, dando a impressão de que esquenta demais, não é respirável e etc... Me parece que isso mudou, no último pacote que comprei, quando a Catarina ainda usava fralda nos cochilos do dia, a fralda veio bem diferente, não se assemelhava mais à um plástico e sim com a cobertura da Total Confort. É uma excelente fralda, com ótima absorção (comparável à Tripla Proteção da Huggies), bem fina e flexível, macia, e respirável sim. O ponto fraco dessa fralda é que suas abas não são flexíveis, mas custo-benefício, se o mais importante for o preço, ela vale a pena.
**Total Confort - foi a eleita aqui em casa, e a que usamos na maior parte do tempo, pelo melhor custo benefício, além de todas as características descritas acima, tem a absorção um pouco melhor que a supersec, tem as laterais flexíveis dando mais conforto abdominal e liberdade de movimentos às pernas.
***Premium Care - sem sombra de dúvidas que ela é superior, mas também é mais cara. Tem a melhor absorção, laterais flexíveis e a textura mais macia de toda a linha. O toque é realmente muito suave. Entretanto ela é bem mais cara, só a comprava quando acontecia da Catarina assar, pois ela ajudava mais no processo de cura (incomodava menos e permitia que a região ficasse mais sequinha e fresca). Quem pode pagar por esse luxo frequentemente, é uma excelente escolha.

BABY LOONEY TUNES




Essa fralda é bem mais simples, possui apenas uma linha, mas é uma excelente fralda! No site do fabricante tem poucas informações, mas vai aí para quem quiser conferir: http://www.aloes.com.br/blt.htm

Usei um pouco dessa fralda na Catarina também, pois ela é bem barata. Só parei de usar por frescura de querer oferecer mais conforto para minha bebê, já que cabia no meu orçamento a outra... Meu irmão e minha cunhada são mais seguros em termos financeiros, e usaram apenas essa fralda no meu sobrinho. É uma fralda muito boa, não causou qualquer tipo de reação alérgica na Catarina, nem no meu sobrinho, tem um toque interno bem macio e agradável (melhor que a pom pom e a huggies, bem parecido com o toque que tinha a Jhonson),  também é uma fralda bem estruturada (densa e dura), mas um pouco mais maleável que a huggies. A cobertura externa se assemelha à uma película fina de plástico, o que põe em dúvida o quanto é respirável (e no verão eu não a usava de jeito nenhum...). Suas abas não são flexíveis e seu fecho é simples, ou seja, não se adapta ao corpo do bebê e se fechou errado, já era! Tem barreiras anti-vazamento que funcionam dentro da capacidade da fralda, se a fralda encher demais a película se rompe e vaza bolinhas de gel e a urina que o bebê vier a fazer. É uma fralda boa e barata, mas que não oferece os confortos das outras que falei anteriormente. O grande atrativo, de fato é o preço.


As demais que já vi nas prateleiras:

CREMER, ENXUTITA, URSINHOS CARINHOSOS, TURMINHA FELIZ, BUMMYS SNOOPY

FRALDAS DE TREINAMENTO / PULL UPS


São fraldas especiais, que funcionam como calcinhas/cuequinhas. Elas tem as laterais mais fixas e elásticas, assim a fralda pode ser "vestida" como uma calcinha ou cuequinha. Quando a criança está mais crescida e anda, corre, pula, brinca, essas fraldas são uma mão na roda para facilitar as trocas. Quando saímos para a rua também, pois nem sempre há fraldário onde vamos. Com uma fralda assim você troca seu filho em pé e rapidinho em qualquer lugar. Mas atenção! Só vale para crianças que já andam! E não dá para esquecer dos mesmos cuidados que qualquer fralda exige: limpeza com toalhas umedecidas (ou lavar mesmo), e pomada contra assaduras hein mamães!

HUGGIES Pull Ups
São fofíssimas, vem com o desenho do Pooh, são as mais antigas dessa linha da Huggies também. É bem legal no treinamento de penico caso você não queira sujeira em casa, pois ela vem com umas estrelinhas na frente que se "apagam" quando a criança faz xixi, a cada xixi uma estrelinha some.
Pontos fracos: muito dura e densa, ventilando pouco a região genital. As laterais são como "costuradas", sendo assim, só solta se você "rasgar". Mas numa fralda que sobe e desce e mantém a elasticidade isso pouco interfere. Usei algumas vezes na Catarina, e achei que ela não gostou muito por ser bem durinha. O negócio das estrelinhas ela entendeu, e ficava fazendo xixi para apagar as estrelinhas, achava aquilo a sensação, tipo: "olha mamãe o que meu xixi pode fazer!". Mas a reação varia em cada criança.

HUGGIES Up & Go

São lindas, vem com desenhos da turma da mônica baby. Tem uma excelente absorção  e a lateral tem tipo um velcro que permite abrir e fechar, ajustando a fralda ao corpo do bebê, e mantendo a firmeza suficiente para a fralda subir e descer. Não tem o lance das estrelinhas, mas acho mais confortável e macia que a Pull Up tradicional. Também é uma fralda estruturada e bem espessa, na Catarina para uso contínuo não rolou... Tentei e ela ficou toda vermelhinha, quase assou feio... Tenho dessas atualmente em casa para o sono da noite e para o caso de uma viagem longa (viagens de até 1h30min ela vai bem sem as fraldas. Já viagens mais longas e sem possibilidades de parar no caminho já fico mais insegura...).

*Vi pela internet que a Pampers tem uma linha de pull ups, mas não estão à venda no Brasil. Um tempo atrás não sabia que existia essa linha, entrei no site do fabricante e sugeri o desenvolvimento do produto, visto a minha preferência pela marca. Agora sabendo que existe, acredito que se muitas pessoas começarem a solicitar quem sabe eles não trazem o produto para o Brasil?

 
FRALDAS DE PISCINA
 
 
Encontramos apenas dois grandes fabricantes:
 
 Pampers                                                              X                                                           Huggies
  
Na época em que experimentei na Catarina só tinha Huggies, a Pampers é nova, mas o que as mães lá da creche dizem, é que são a mesma coisa...
 
Usei pouquíssimas vezes na Catarina, apenas para ir em piscina mesmo, e com toda a honestidade não gostei... elas fazem exatamente o mesmo que qualquer roupinha de banho faria (biquini, maio ou sunga), só que são descartáveis e muito desconfortáveis... Não seguram nenhum xixi (nem mesmo quando secas), se for o caso de um cocô só segura se a gente descobrir na hora e o cocô for sequinho, se for molinho... acaba vazando um tanto. Depois de molhada gruda no corpo da criança e só dá para tirar rasgando... Sem contar que o custo delas é mais elevado. Prefiro as roupinhas de banho tradicionais, já que o xixi vai vazar mesmo, e o cocô também não vai ter muito jeito... Com a roupinha de banho tradicional, a gente tira a roupinha, joga a caca num vaso e lava com o sabonete da criança tanto a criança quanto a roupinha, e veste de novo... Não acho tão difícil assim, já que não dá para ir com bebê num local onde não tenha um banheiro descente... Qualquer hora vou postar um kit praia! Na época que saia com a Catarina ainda bebezinha os sites mandavam levar tanta bobeira... e coisas essenciais não colocavam... Enfim, outro dia!
 
Espero que tenham gostado das dicas! Quem já experimentou as mesmas fraldas, ou mesmo as que eu nunca experimentei, e quiser postar comentários, são bem vindas! 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Amor que não se mede...

Vida de casal sem filhos
Acho que nada melhor para estrear esse blog, do que começar falando do amor... O amor que une as pessoas, que faz o mundo ser visto sob lentes diferentes (acho que mais bonitas...).
O amor romântico, como o que une um casal, me lembro do meu casamento, mas não acho que foi no dia do casamento que meu amor pelo meu marido atingiu o ápice, nem que aquele tenha sido o dia mais importante para nós dois como casal. Foi muito importante sim, mas penso que cada conflito resolvido, cada dificuldade superada, cada diferença sanada nos fez melhores um para o outro. Sinto realmente, que apesar de não sermos tão melosos quanto na época em que nos casamos, nos amamos muito mais que naquele período. Um amor construído e fortalecido pelo dia a dia e por todas as dificuldades. 
O amor maternal, construído desde o momento em que se anseia pela vinda de um bebê. Me lembro quando eu e meu marido decidimos que queríamos um bebê, foi um tempinho até conseguirmos engravidar, frustação quando percebíamos que não tinha sido daquela vez, até que pela graça de Deus, quando menos esperávamos, aconteceu! Ficamos radiantes e nos apegamos a esse bebê desde o momento em que descobrimos que estava no meu ventre! Posso dizer que ele ficou grávido junto à
Nascimento da Catarina
mim, rs. E apesar de todo o relacionamento construído com esse bebê durante a gestação, quando pensávamos que já a amávamos plenamente, foi no momento que ela nasceu, nossa Catarina, no exato momento em que ela viu as luzes do mundo pela primeira vez, e que abriu a boca com aquele choro estridente, que nossos corações foram embriagados com um sentimento tão forte que nunca havíamos experimentado antes. Não consigo mensurar o que meu marido sentiu, mas consigo dizer que o que eu senti foi tão forte, que era como se fosse o amor de toda uma vida explodindo dentro do meu peito de uma vez só, e aquele choro, que antes me incomodaria, me fazia chorar de emoção, felicidade e realização. Sei que daquele exato segundo em diante algo se transformou em nossas vidas, para sempre. Fico feliz que tenha sido assim na minha história, mas sei que não é assim em todos os casos. Como explicar bebês rejeitados? Pais que não conseguem se aproximar afetivamente dos filhos, e mesmo mães que são frias com seus bebês?
Em meus estudos e pesquisas dentro da psicologia, conheci teorias e abordagens a respeito da psique humana que possibilitaram a minha prática clínica, pude ajudar muitos casais, mesmo antes de ser casada, pude ajudar muitas famílias e muitas crianças, mesmo antes de ter sido mãe. Era possível entender quais os sentimentos, emoções e comportamentos envolvidos, e qual o desenvolvimento das dinâmicas, mas eu imaginava que talvez vivenciar tudo isso na própria pele fosse bem diferente, e de fato é.
O amor é um dos temas muito discutidos em toda a história da humanidade. Existem até mesmo correntes de pensamento que tratam o amor como uma forma de sentimento. Mas até hoje, a melhor definição que eu pude encontrar para o amor, e que consegui encaixar em todos os momentos que vivenciei, em tudo que observo ser possível, e também como a melhor forma de saber se há amor e qual a força desse amor foi a seguinte:
"Muitos pensam, erroneamente, que amor é um sentimento. Amor produz sentimentos bons, sim, mas não é um sentimento em si. Se você vê uma pessoa pela primeira vez e sente algo bom por ela, mas depois não aprende a amá-la por quem ela é, aquele 'amor à primeira vista' não permanecerá. Amar não é sentir. Amar é conhecer a outra pessoa, admirar o que você conhece dela e olhar seus defeitos positivamente. Se nos dedicarmos, podemos aprender a amar praticamente qualquer pessoa ou coisa." (Casamento Blindado - Renato Cardoso e Cristiane Cardoso, 2012)
Acredito que seja por isso que o amor não é como a matemática. Não é apenas por ser a mãe biológica que se tem amor pelo bebê. No período em que fui estagiária numa UTI Neonatal, percebi que muitos bebês eram "abandonados" ali por suas famílias, não recebiam qualquer visita, enquanto outros tinham sempre ao lado da incubadora a presença da mãe, e até dos demais familiares (tudo conforme as possibilidades e devidamente acompanhado pela equipe). E o que explicava isso? A relação que era construída com esse bebê desde o momento da concepção! As famílias que recebiam bem a notícia e começavam a construir no imaginário o lugar desse novo membro, ansiavam por sua chegada no lar e assim já iam construindo um relacionamento com esse novo ser humano, na verdade essa família estava aprendendo a amar o bebê mesmo antes de conhece-lo pessoalmente. Entretanto situações familiares onde esses bebês não eram concebidos no imaginário, esse relacionamento não era construído/aprendido antes de sua chegada, não existindo importantes vínculos afetivos que fizessem as pessoas se aproximarem de uma pessoinha que nem conheciam ainda. Daí podemos pensar o que: enquanto uns aprendem a amar com mais facilidade, outros tem algumas dificuldades com esse processo. Não que não sejam capazes de amar, pois são sim, muitas vezes só é necessário um tempo de convivência e adaptação juntos para que o relacionamento se fortaleça.
Entretanto, há algo além no amor, além da admiração, além do aprendizado que transforma como nos sentimos em relação ao outro, ao mundo e nós mesmos. Algo que nos faz ter reações inexplicáveis aos olhos da racionalidade. Esse algo além, acredito que esteja ligado aos sentimentos que o amor é capaz de provocar nas pessoas. Desde o momento em que somos concebidos, a primeira parte do nosso corpo a ser formado é o cérebro, e o primeiro aspecto humano que recebemos ainda no ventre materno é a capacidade de perceber e sentir as emoções (nosso cérebro, por questões evolutivas é cerca de 90% emocional). Desde esse momento aprendemos a nos relacionar através das emoções, e por toda a vida, a cada dia, a cada experiência vivida, esse aprendizado vai crescendo e se consolidando.
Todo esse aprendizado é o que forma o caráter e a personalidade das pessoas, fazendo com que cada ser humano seja único em todas as suas características. Isso determina como reagimos a cada estímulo e a cada situação. É o que explica porque diante de um casamento uns conseguem superar as dificuldades e acertar a dança do casal, fazendo a fusão correta das personalidades e conseguindo tornar-se um, enquanto outros não conseguem, falham, e acabam construindo relacionamentos insatisfatórios. É o que explica a relação que cada um constrói com seus filhos em diferentes momentos da vida, formando a complexidade a que estamos habituados a ver, renovando o ciclo...
 
Minha mãe, Catarina e Eu