Quem sou eu

Sou psicóloga e mãe de primeira viagem da Catarina. Resolvi escrever esse blog para compartilhar pensamentos e "conhecimentos" dessa experiência desafiadora e maravilhosa.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Como fazer meu bebê dormir


Na internet há muitas dicas sobre como colocar os filhos para dormir,  mas me chama atenção que continuo recebendo pessoas no consultório que simplesmente não conseguem fazer os filhos odormirem. Isso acontece pois as dicas são boas, mas falta a explicação prática... Vai ser um post longo, mas vai te ajudar muito, então: persistência!!!
Os hábitos do sono são extremamente importantes na vida. O sono é o  responsável por equilibrar nosso desenvolvimento e saúde, e adivinhe só: nascemos com os reguladores naturais que precisamos, fisiológicos e ambientais.  Somente quando estamos dormindo produzimos hormônio do crescimento (mesmo depois de adultos), importantes para o metabolismo, e para os bebês nem preciso dizer o quanto precisam crescer né! Além disso é no sono que nosso corpo se revitaliza, e nosso cérebro organiza os conhecimentos e acontecimentos do dia, estabilizando e aprimorando os processos mentais de formação de memória, aprendizado, atenção e concentração. Pessoas com privação de sono podem apresentar não apenas alterações de humor (e muitos casais chegam à beira do divórcio ou da loucura pela falta de sono), mas também dificuldades de concentração, e em casos mais prolongados também perda de memória. Percebem o quanto é importante dormir?
Para começar, gostaria de fazer uma afirmação importante: os hábitos do sono devem trabalhados no bebê desde a primeira noite de vida! Mas não se preocupe se seu filho já passou desse ponto, essas dicas que vou passar, acreditem, vale para qualquer idade!

Mas antes de irmos à questão do sono, há um outro tema importante que devemos abordar com as mamães de RN: a questão alimentar  (veja o post sobre amamentação). Quem já leu o post já conheceu a história do meu médico querido, Dr. José Roberto do Amaral, e que o bebê recém nascido pode ficar até oito horas consecutivas sem receber qualquer alimentação, antes que haja o menor risco de hipoglicemia. Sendo assim, vamos entender que você pode dormir até oito horas consecutivas à noite, sem qualquer risco! Vamos ao planejamento disso!!!

Em primeiro lugar você precisa adotar medidas de controle ambiental, que na minha casa são rígidas e quase religiosas:
*O dia deve considerado como DIA, então a rotina do dia deve ser repleta de sons, cortinas abertas e se possível janelas também. Nada de eliminar ruídos e escurecer o quarto quando o bebê está dormindo de dia. É DIA e mesmo a soneca do dia deve estar inclusa nisso (você vai ver como isso só fortalece os hábitos noturnos! Isso pois os barulhos só irão despertar o bebê se ele já tiver dormido o suficiente).
*Nunca acorde o bebê para amamentar, a menos que se tenham passado 8h, pois você irá criar um padrão de sono interrompido, e esse condicionamento será muito difícil de desfazer.
*A partir das 19h deve ser considerado NOITE, e isso significa:

                -reduzir a claridade geral da casa, ou seja: nada de sair acendendo as luzes, utilize a luz do corredor ou do banheiro para iluminar a casa, e se puder use preferencialmente a luz de abajures com lâmpadas bem fraquinhas.
                -reduza a claridade da TV, nas mais modernas há o brilho automático que escurece quando o ambiente está escuro. E mesmo com menos brilho essa luz é a suficiente para iluminar o necessário no ambiente.
                -diminua o som da TV, do rádio, do celular e coloque no mínimo necessário, e fale baixo!!!!

                -continue movendo-se e fazendo todas coisas normais, mas de forma calma e lenta.


*Por volta das 21h dê um banho quentinho e agradável no bebê, bem demorado e calmo, sem brincar para não agitá-lo, e falando pouco e o mais baixo possível, com pouquíssima claridade. A água quente ajuda a deixar o corpo molinho, mas tome cuidado para não estar quente demais!!!!
*Após o banho, dedique-se em fazer uma massagem no seu bebê, comece pela cabeça, com massagem suave nas têmporas, seguindo para os bracinhos, barriga (lembre dos movimentos de massagem que ajudam a aliviar os gases e por fim as cólicas), pernas e pezinhos (se o ambiente estiver frio mantenha o bebê coberto). Ao final da massagem seu bebê já vai estar quase dormindo, então vista-o e se prepare para amamenta-lo bastante, deixar a barriguinha do bebê bem cheia nesse momento irá ajudar ele a permanecer mais tempo dormindo.
*Não se esqueça de colocar o neném para arrotar (mas sem sacudir, nunca sacuda ou balance o bebê, isso pode derrubá-lo por ficar tonto e não por ativar seus mecanismos naturais e saudáveis do sono), ao final disso a tendência é que seu filho já esteja dormindo ou quase.  Aproveite e durma também!
*Não deixe de dar colo, acalentar e dar amor ao seu filho durante todo esse processo. Bebês devem dormir em seus quartos, nas suas camas (berços), mas isso não significa que devem dormir sozinhos. 

Deixar o ambiente escuro, controlar os ruídos e a movimentação ajudam a acalmar o corpo e a mente, fazendo com que o bebê associe a noite com o sono. O ambiente escuro e calmo, o banho e a alimentação serão os agentes condicionadores de que é hora de dormir. É importante manter essa rotina todos os dias, e é preciso que todos da casa vivenciem e se adaptem a essa rotina para que dê certo.  Essas dicas valem para toda a infância, com pequenas adaptações para a adolescência e idade adulta (já que não vão mamar rs).

Muito importante: leva de três dias a uma semana para o condicionamento atingir sua plenitude em bebês, então não desista logo de cara, pense no prêmio: suas noites de sono tranquilo com 8h de descanso consecutivas!  
Lembre-se que sempre existem exceções, pois em dias que a criança estiver com um resfriado, gripe, virose, enjoada e muito agitada por algo que ocorreu fora da rotina, o sono poderá ser afetado, e é preciso ter paciência com isso, persistir na rotina, pois assim que as coisas voltarem ao normal, é essa rotina que ajudará a criança a se reequilibrar, garantindo o sono de seu filho e seu também!

Pratiquem, me contem, compartilhem entre si, usem esse espaço para ajudar todas as mamães e papais conseguirem dormir, e BONS SONHOS!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Como entender meu filho adolescente

Este é um post mais descontraído, que pensei em fazer ouvindo essas músicas na academia

No consultório recebo sempre pais desesperados com os problemas comportamentais dos filhos adolescentes, e não posso negar que sempre tenho aquele temor secreto (que agora não será mais secreto), de como a minha filha será na adolescência. Normalmente essas famílias tem um problema básico de comunicação, falam coisas na hora da raiva que não acreditam, mas que ferem mesmo assim. Eu sinceramente acredito e tenho observado, que parte muito da falta de conhecimento uns dos outros, pois desistiram de entender o outro e resolveram que é mais "fácil" simplesmente tentar se impor, como animais na selva... E o cômico, ou ridículo, ou absurdo (não sei que nome dar nesse momento), é que esse não é o mais difícil, é simplesmente o IMPOSSÌVEL!!!
É preciso sim trabalhar os próprios orgulhos, saber dialogar (muitos pais/e filhos, confundem diálogo com monólogo), saber ouvir, considerar e ponderar, negociar = essas são as regras da vida!

Bem como disse tem a haver com músicas, busquei os clipes oficiais no youtube, na esperança de não serem apagados, então não haverá tradução no clipe, mas vou colocar logo abaixo ok!

Ouvindo essas músicas reconheci muitas famílias: NÃO É A REGRA!!! Há muitas nuances, diferenças, detalhes, essas músicas são apenas o exemplo de algumas generalizações, que achei bem legal compartilhar, amo músicas, filmes, clips, depois quero compartilhar muitas sugestões de filmes também!!! Então vou avisar: é só para descontrair e refletir!

COMO OS PAIS PENSAM QUE FILHOS REBELDES SE SENTEM


COMO OS FILHOS SE SENTEM DE VERDADE


O QUE TODOS DESEJAM


O fato é que os filhos crescem, e não apenas eles tem dificuldades em lidar com as pressões e mudanças do crescimento, mas os pais também tem muitas dificuldades em perceber e lidar com as mudanças que filhos passam. O deixar de ser criança e entrar na adolescência, preparar-se para a vida adulta, sem sombra de dúvidas é difícil, complicado, e até mesmo bem doloroso. Surgem novas necessidades, novos pensamentos, novos sentimentos, não só para o adolescente, mas também para seus pais!
Me pego muitas vezes reparando nos detalhes da minha filha, como ela tem crescido, meus olhos enchem de lágrimas pensando no quanto ela tem crescido, tanto de saudade quanto de orgulho, e de expectativa. Filhos precisam de pais que CONSIGAM ser seus conselheiros, porto seguro, o lugar seguro deles, e não é os tratando como crianças e tentando impor as suas verdades. É um caminho muito difícil, mas que fica mais fácil se as pessoas conseguem se abrir, abrir não só a boca para ordens, mas abrir o coração e compartilhar os sentimentos.
Este não é um post de fórmulas, mas de reflexões!

NUNCA SE ESQUEÇAM DISSO!!!



Parece louco, mas é disso que os filhos precisam: saber que vocês os amam, que não compactuam das más escolhas, que esperam o melhor para eles, que respeitam as decisões deles (porque eles vão fazer as próprias escolhas, com a nossa ajuda ou sem!), e apoiam desde que seja adequado à realidade! Precisam ser amados e abraçados mesmo quando estão gritando e se debatendo contra nós, e precisam conhecer os limites da vida e do mundo, bem como as regras da vida em sociedade e em família. 

Quando estiver difícil conseguir isso, busquem ajuda de um psicólogo ok!



terça-feira, 2 de agosto de 2016

Papai presente

O papel de um pai da vida dos filhos é inegavelmente importante, pois é a presença paterna que auxilia a pessoa a: desenvolver habilidades sociais mais expansivas, ser autoconfiante, entre outras habilidades, que são diferentes das ensinadas pelas mães. Diversos estudos realizados, em diferentes universidades dos EUA e da Europa, demonstraram que famílias ajustadas com mãe e pai presentes de forma física e emocional na vida dos filhos, são fundamentais para o sucesso na vida escolar e profissional, na prevenção do envolvimento dos jovens com drogas e criminalidade, bem como para a formação futura de famílias bem sucedidas. Entretanto o papel do pai não é simplesmente o de existir, ou de trabalhar e levar dinheiro para casa. Nunca foi só isso, mesmo quando pensamos nos tempos em que as mulheres ficavam em casa cuidando exclusivamente da família.
Desde os tempos em que o homem era o provedor da família até os dias de hoje, sempre houveram aqueles que se envolviam mais com o cotidiano dos filhos, e assim ensinam valores, cobram posturas e comportamentos, acompanham e auxiliam no rendimento escolar. Infelizmente esse tipo está cada vez mais raro. E também sempre houve aqueles que “não tem cabeça para isso”, pois pensam que a função deles é a de trabalhar e prover dinheiro, pois a mulher deve cuidar de todo o resto. Quantas pessoas não são capazes de reconhecer o pai que chega em casa do trabalho, toma banho, janta, vê televisão e se ocupa do celular até a hora de dormir? Pois é, não mudou muito, só se acrescenta o celular! O assustador na verdade, é que o índice de pais que participam do cotidiano familiar está cada vez menor. Claro que existem muitos fatores novos a serem considerados. Os pais normalmente tornam-se ainda mais ausentes quando não vivem na mesma casa que os filhos, e normalmente isso não é razão suficiente para esse comportamento.
O envolvimento do pai na vida dos filhos vai muito além ao provimento financeiro, e começa muito antes dos pequenos começarem a engatinhar!  É compreensível que durante a gestação a maioria dos homens não consigam estabelecer um contato muito próximo com o bebê, até mesmo porque essa é uma fase de transição importante, muitos tem dificuldades com a figura paterna de suas lembranças, ou não estão confiantes de seu próprio papel paternal. Entretanto a partir do momento do nascimento surge o compromisso e a necessidade da formação desse vínculo afetivo, pois o filho agora é uma pessoa única e presente para se relacionar com quem quer que esteja interessado. É também uma pessoa absolutamente dependente de cuidados, que não precisam ser exclusivamente maternos. Bebês não precisam só do leite materno, eles precisam trocar de fraldas (se o papai morre de nojo de um cocô, porque a mamãe não sentiria o mesmo?), tomar banho, arrotar, e de muito, muito, muito colinho, inclusive de madrugada, TODOS OS DIAS.
Conforme esse bebê cresce, aumentam as oportunidades para o pai se envolver na rotina do filho. O pai pode participar da inserção de frutas, papinhas e sucos, ajudar o bebê a aprender a andar e falar, brincar de bola e do que mais tiver que a criança goste, ajudar a criança a ir no banheiro e assim facilitar a consolidação do desfraldamento. Também é interessante a participação ativa nas refeições das crianças, estimulando as crianças a comerem de forma saudável. Em todos esses momentos a construção dos laços afetivos se solidificam, facilitando as tarefas mais importantes (e também as mais difíceis) no desenvolvimento dos filhos. Afinal de contas, logo vem a vida acadêmica da criança, em que os pais precisam estudar junto aos filhos, acompanhar a vida escolar e a socialização das crianças. Não dá para esperar chegar a adolescência, pois nessa fase os laços afetivos precisam já estar consolidados, para que o adolescentes tenha confiança na família em guia-lo para a vida adulta. A confiança vem de laços afetivos fortes e construídos ao longo do tempo, o que é responsabilidade dos pais em formar, não basta só a mãe, ou só o pai, é preciso dois, assim como foi preciso na hora de conceber. A mãe é capaz de fazer uma parte, mas não o todo, e o oposto também é verdade.
Observo muitas mulheres, desde aquelas que os filhos já estão adultos, até aquelas cujos rebentos ainda são recém-nascidos, entre as que ficam em casa cuidando da família e as que saem para trabalhar igual aos maridos, e cerca de 80% dessas mulheres se queixam que os maridos nunca ajudam. São queixas bem variadas sobre o que os homens não fazem para ajudar: não trocam fraldas (principalmente as de cocô), não dão banho, não colocam para dormir, não sabem fazer a mamadeira (que tem a receita impressa no rótulo do leite), não ficam com a criança para a mulher fazer outras coisas (não ficam nem para a mulher fazer as tarefas da casa, menos ainda para elas descansarem), não ajudam com as tarefas escolares, etc. Mas as duas queixas campeãs são: não acordam à noite quando o filho chama, chora, acorda, etc., e não ajudam a educar com limites. Entretanto, muitas vezes o problema pode estar com as mães, que centralizaram todos os cuidados do bebê, atrapalhando a aproximação do pai, no momento mais delicado, que é o da formação de uma vida a partir do começo.  É muito comum as mulheres assumirem todas as responsabilidades, como se o bebê fosse apenas delas, uma atitude bastante responsável, mas bem prejudicial para o próprio bebê, pois o pai também está devidamente qualificado para cuidar, e precisa cuidar para aumentar o vínculo. Claro que esse não é o único motivo, existe também o cultural e do comodismo, mas é preciso comprometer o pai na função de cuidar do filho em qualquer situação, pois a aproximação através dos cuidados promove um vínculo afetivo tão forte que é capaz de superar quase todas as barreiras.
Boas dicas:
O papai pode trocar as fraldas
O papai pode aprender a ler os rótulos e assim saber fazer a mamadeira
Os papais podem se divertir muito lendo histórias, inventando contos, cantando e brincando com o bebê
Os papais que revezam a noite com as mamães sentem-se mais próximos dos filhos
E os papais podem e devem colaborar nas tarefas domésticas, pois assim quando o trabalho acabar dá para descansar junto da mamy’s

Papais podem e precisam levar e buscar os filhos na escola, ir nas reuniões, conversar com as professoras e conhecer a evolução dos filhos.

Ah!!! E para os papais antenados, encontrei um PODCAST feito por papais, voltado para os papais (que eu ouço também pois acho muito muito legal): TRICÔ DE PAIS




 Alexandre sempre foi e continua sendo PAI PRESENTE, o que para mim é ser PAI DE VERDADE! Troca, faz arrotar, dormir, dá banho, leva e busca na escola, leva ao médico, dá remédios... enfim, faz o papel dele!
Não é perfeito, assim como eu não sou uma mãe perfeita, mas é constante, presente e atuante! Os detalhes a gente vai aceitando...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Amamentação: necessidade, fome e troca afetiva

É importante lembrar que quando se diz que a mamada é livre, também é preciso educar as mãe para conhecerem seus bebês! Nem sempre que o bebê chora ou te solicita o peito, ele está com fome. O bebê pode estar com fraldas sujas, ou até mesmo o mais motivo mais comum: o bebê simplesmente quer colo, carinho e aconchego. É muito importante conhecer seus bebês, pois eles já nascem com as características de suas personalidades, por isso crianças mais ansiosas tendem a ser sugadoras. Isso pois a amamentação para o bebê não significa apenas nutrição, mas também fonte de prazer e acalento, por isso esses bebês usam a sucção para se acalmar. Sendo assim, muitas vezes requisitam o peito sem estar com fome, e assim podem criar hábitos alimentares compulsivos, ou mesmo apenas brincar com peito. Seja qual for a forma como o bebê vai usar o peito quando não está fome, será desgastante para a relação mãe e filho, pois a mãe constantemente solicitada acaba ficando cansada e estressada. Sem estar bem disposta a troca afetiva entre a mãe e o bebê será afetada pelo seu estresse, deixando o bebê ainda mais agitado.
Para esses bebês que precisam muito da sucção há outras formas de manejar sua ansiedade, um bico pode ser providenciado, pode-se fazer massagens e encher o ambiente com musicas agradáveis. Envolver o bebê com estímulos diversos também pode ajudar a distraí-lo, sem esquecer de sempre oferecer o colo e aconchego quando o bebê o solicita, e até mesmo quando não solicita! Não podemos associar o peito à única forma de carinho que o bebê recebe, é importante que o neném se sinta amado para que se sinta mais seguro, e assim desenvolva melhor sua personalidade sem a dependência da alimentação para acalento.

Identificada a ansiedade, agora é preciso que se identifique a FOME! Ouço muitas mães falando que o pediatra orientou a alimentar o bebê de três em três horas, o que percebemos ser um padrão na orientação geral dos nutricionistas para a alimentação de da população em geral. Acontece que todas as pessoas que tem amor à ciência séria (e não aos artigos e pesquisas manipulados e sensacionalistas), sabem que isso não é uma verdade absoluta! Essa orientação de fazer as pessoas comerem de três em três horas está mais que provada que é antinatural e desnecessária na maioria dos casos (vide o blog: www.lowcarb-paleo.com.br). Como não pretendo abordar aqui as questões nutricionais, mas sim comportamentais, vou me ater à isso. Sobre metabolismo, hipoglicemia e nutrição vide o blog indicado ou busquem profissionais com boa formação e mais atuantes no campo acadêmico. Me lembro que quando a Catarina nasceu, logo em sua primeira semana de vida fui ao meu médico ortomolecular, homeopata e pediatra favorito leva-la para consulta acompanhamento, e uma das primeiras coisas que o Dr. José Roberto do Amaral me perguntou foi sobre a amamentação e o sono, e a orientação dele foi clara: NUNCA A ACORDE PARA MAMAR! SÓ DÊ O PEITO SE ELA PEDIR E SE FOR FOME, NÃO DEIXE QUE ELA BRINQUE COM O PEITO, A CHUPETA SERVE PARA BRINCAR. Fiquei pasma no dia, mas dentro de mim senti a liberdade me chamando de volta... Então só por via de dúvidas, com medo da famosa HIPOGLICEMIA, perguntei qual o período máximo que minha bebê podia ficar sem mamar antes que tivesse risco de hipoglicemia, e se assustem: o médico me respondeu que o bebê pode ficar até 8h sem mamar, sem qualquer risco de hipoglicemia! Nessas horas é que sentimos a diferença entre um profissional sério e outros...
Mas como saber se o bebê está realmente mamando ou te enrolando? Difícil explicar, de verdade! O que fez todo o diferencial para mim foi o Dr. José Roberto do Amaral, bem como uma enfermeira de maternidade que contratei para me ajudar com a amamentação e cuidar da Catarina quando precisei voltar a trabalhar (não foi exagero, ela tinha só 45dias... mas pacientes nem sempre podem esperar...). O médico já no consultório me pediu para amamenta-la, e me mostrou a diferença, pois quando o bebê faz a pegada de peixinho perfeitinha e logo e a sustenta, está mamando, mas quando não está assim, está fazendo qualquer outra coisa que não é mamar. E a enfermeira me ajudou a reconhecer a sensação de quando o leite está saindo e quando não está, muito difícil descrever em palavras, isso é como aquelas receitas que a gente saber fazer no “olhômetro”, mas não consegue descrever em quantidades... Minha dica é buscar a ajuda de profissionais que entendem do assunto.
Durante o dia minha filha tinha acesso irrestrito ao peito, desde que fosse para mamar de verdade, a qualquer sinal que estava brincando ou me enrolando, eu dava a chupeta para ela. (Sim a Catarina é ansiosa! Depois teremos outros posts sobre ansiedade nos filhos, já passei por muitas com ela viu!). E por mais incrível que seja, raramente ela me pedia o peito com menos de quatro horas de intervalo. Mas à noite, em prol da sanidade mental minha, do meu gatinho e da minha florzinha, desenvolvemos a rotina do sono fixa de nossas vidas! E a Catarina depois de três dias pegou bem o ritmo, e salvo condições especiais (resfriados, gripes, viroses, festas e agitações incomuns), ela passou a dormir a noite toda!
Como toda mulher e mãe, claro que sou insegura... Como sei que essas decisões foram de contra com tudo que a maioria diz por aí, mantive os olhos bem atentos nos índices nutricionais da Catarina, que teve um crescimento perfeito, excelente desenvolvimento psicomotor, e manteve todos os índices nutricionais perfeitos. O acompanhamento foi realizado com o pediatra homeopata e ortomolecular Dr. José Roberto do Amaral (que é muito atuante no campo científico, está sempre publicando artigos, realizando estudos e é o melhor na minha opinião), e a endócrino pediatra Dra. Patrícia da rede VITA, com exames realizados trimestralmente até o segundo ano, e desde então semestralmente. Ela nunca teve falta de nenhuma vitamina! Dá vontade de soltar fogos de artifício nesse momento!!! Principalmente porque nunca precisei dar nenhuma vitamina para ela!
Em outro post quero abordar a questão sobre a alimentação das crianças, onde pretendo falar sobre o cardápio lowcarb-paleo e as implicações disso na vida da família. Sinceramente gostaria de ter descoberto essas coisas antes da gestação...